O que pensar ao fazer uma experiência de Volunturismo

Atualizado: 10 de Jan de 2020

Hoje falaremos do assunto que mais nos agradam: Volunturismo.



Mas porque que a gente ama tanto Volunturismo? A ideia desse texto é te dar alguns motivos para você se aventurar nesse tipo de experiência, além de levantar alguns pontos importantes para você escolher a experiência que melhor se adeque ao que você quer viver.

Primeiro de tudo, Volunturismo é um tipo de experiência que te dá a oportunidade de deixar um legado positivo enquanto você viaja, através da prática de trabalho voluntário. Existem diversos tipos de trabalhos, mas eu diria que quase todos eles geram uma conexão humana com a população local maior do que qualquer outra modalidade de viagem. Essa oportunidade de ir à fundo na realidade local é apaixonante e fez/faz com que o Volunturismo tenha se tornado cada vez mais popular.


Pensando nisso, um primeiro tema que é necessário levar em conta na escolha de uma experiência é: qual a disponibilidade que você tem para realizar Volunturismo?

Muita gente pensa em ser voluntário e se depara com um possível primeiro mito: “eu preciso tirar um sabático para ser voluntário enquanto viajo”. Errado! Embora existam muitas possibilidades de Volunturismo que exijam meses de disponibilidade por parte do voluntário, hoje estão se tornando cada vez mais comuns iniciativas que realizam viagens curtas – de semanas ou até dias – com a possibilidade de ser voluntário durante as suas férias ou até durante algum feriado. Mas aí vai de você: qual será a duração da sua experiência?

E a segunda pergunta que vem logo em seguida é: dessa duração, quanto tempo da viagem você gostaria de dedicar ao trabalho?


Existem os mais diversos projetos e papéis que você poderá exercer, demandando mais ou menos tempo. Existem projetos que exigem trabalho diário por parte do voluntário, com horas programadas. Se você assumir o compromisso de passar um mês ensinando idiomas às crianças de um país na África, por exemplo, você deverá seguir uma grade horária diária. Fazendo um contraponto com as viagens da própria Vivalá, as viagens são curtas. E dos 4 ou 5 dias que o voluntário passar no destino, apenas 1 ou 2 serão dedicados ao trabalho voluntário. E estamos acostumados com um grande questionamento que esse ponto gera: é possível gerar impacto em tão pouco tempo? O que nos leva ao terceiro ponto a ser levado em consideração: o projeto e/ou metodologia em si.

Seja num cenário de ensinar idiomas por 21 dias ou no caso de ser mentor por 1 ou 2, entenda a fundo o funcionamento do projeto do qual você fará parte. Novamente pegando nosso próprio exemplo, na Vivalá temos uma abordagem metodológica própria para que voltemos periodicamente para os mesmos destinos e darmos continuidade aos trabalhos iniciados com cada comunidade. E acreditamos que isso gera impacto no médio e longo prazo. No caso de outros projetos, esse tipo de pesquisa e conhecimento é essencial, e pelo o que conhecemos de outras iniciativas de Volunturismo, a abertura para explicar as respectivas metodologias e funcionamento é total.


Como diria aquele velho personagem da TV brasileira, “busque conhecimento” com os provedores das experiências, busque relatos de outros voluntários que já viveram as experiências e entenda se o projeto faz sentido para você. Esse tipo de análise costuma não somente te ajudar na decisão como pode evitar que você caia nas ‘armadilhas’ do Volunturismo, que são discutidas a fundo neste texto publicado pelo El País – que levanta o ônus dessa prática se tornar um mercado, gerando projetos ‘fakes’ pelo mundo em prol da mais pura ganância.

Por fim, um ponto que entra nessa análise prévia do projeto e é essencial para uma boa experiência é: em qual causa e qual realidade você quer atuar? É aqui no Brasil ou fora? Em comunidades periféricas de grandes destinos ou povos tradicionais da floresta? Ajudando com ensino de idiomas, mentorias profissionais ou botando a mão na massa, com construções e permacultura? Acredite: tudo isso é possível de ser feito e deve ser escolhido com base nos seus valores.


Esses pontos todos levantados são um pequeno guia para evitar que aconteça com você o que já ouvimos relatos: chegar no segundo dia de uma experiência de Volunturismo e o voluntário entender que essa vivência não é para ele. Aliás, mesmo fazendo toda essa pesquisa prévia, é possível que isso aconteça também. Mas a ideia é minimizar ao máximo esse risco.


Acreditamos que as possibilidades vão abraçar os mais diferentes perfis de pessoas e teremos cada vez mais volunturistas espalhando o quão transformadora essa experiência pode ser. Enquanto isso, estamos fazendo a nossa parte e os nossos convites.

Vamos fazer Volunturismo? 😊


Pedro Gayotto

Co-fundador e Diretor Executivo da Vivalá