Entenda o Turismo em Unidades de Conservação brasileiras

Você já ouviu falar de Unidades de Conservação?


Esse nome surgiu de forma institucionalizada no Brasil no início dos Anos 2.000, quando foi aprovada a lei que regulamentava o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Na época, a intenção era a de ter um instrumento legal que garantisse a gestão e proteção de territórios que possuem fauna e flora relevantes em um contexto ambiental. Tais territórios seriam instituídos pelo Poder Público de acordo com uma série de critérios. Caberia também às entidades públicas responsáveis a gestão desses territórios e a garantia de sua proteção, além da fiscalização contra crimes ambientais. Hoje essa gestão é realizada pelo ICMBio, que é parceiro da Vivalá na execução de alguns de nossos roteiros.


Mas antes de falarmos de turismo, continuaremos esta breve introdução. Existem duas categorias de Unidades de Conservação previstas na lei: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável. Como os próprios nomes sugerem, a principal diferença entre ambas é a exploração de seus recursos naturais de forma direta – que é apenas permitida nas unidades de uso sustentável.


E é aí que entramos com a atividade turística como uma das formas mais indicadas na hora de desenvolver economicamente a vida de comunidades que habitam as Unidades de Conservação ou até locais próximos a elas. Separamos em alguns itens as possibilidades, para que você entenda como viagens podem impactar positivamente a vida dessas comunidades.


Turismo em Unidades de Proteção Integral

Dentre os tipos de Unidades de Proteção Integral, a modalidade mais famosa é a dos Parques Nacionais. Dentre as dezenas que existem no Brasil, já trabalhamos com a Chapada dos Veadeiros e os Lençóis Maranhenses – destinos icônicos e que por terem seu valor reconhecido, possuem alto grau de preocupação pela sua preservação.


Além dos Parques Nacionais, se enquadram nessa categoria Estações e Reservas Biológicas, que apesar de terem sua visitação bem mais controlada do que os Parques Nacionais, pode receber também visitantes para fins educacionais e de pesquisa. Um dos destinos que já trabalhamos possui áreas de Reserva Ecológica em seu entorno: a cidade de Cananéia está próxima de áreas que protegem de maneira mais rígida a riqueza da Mata Atlântica.



Turismo em Unidades de Uso Sustentável

Apesar de menos conhecidas do que os famosos Parques Nacionais, existem centenas de Áreas de Uso Sustentável no Brasil, inclusive aquelas que abrigam nossos roteiros mais famosos e procurados.


Nosso destino mais antigo, o Lago do Acajatuba em Iranduba-AM, faz parte de uma modalidade chamada Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS). O principal objetivo dessas Reservas é conciliar a preservação do meio ambiente com a preservação do modo de vida, cultura e garantir todas as condições necessárias para as populações tradicionais que habitam o território definido. A exploração dos recursos naturais também é condicionada a atender as necessidades dessas populações, e não mais do que isso.


Já a nossa segunda expedição mais frequente, a Expedição Amazônia do Rio Tapajós, acontece em outra modalidade de unidade de uso sustentável: a de Floresta Nacional, que pode ser abreviada para Flona. Nesse caso, o turismo pode ou não ser permitido, desde que a atividade esteja prevista no Plano de Manejo feito para a Unidade. Esse plano, por sua vez, costuma ser construído com participação das comunidades que lá habitam.



O que tudo isso traz em comum? A possibilidade de uma atividade que não extrai recursos naturais, os valoriza em seu estado natural, gera desenvolvimento para comunidades tradicionais locais e ainda encanta os visitantes. É por esses motivos todos que temos a missão de realizar o Turismo Sustentável, que acreditamos que é pilar importante para termos uma economia cada vez mais alinhada com a natureza.